jeudi, février 19, 2009

Bem com os homens, mal consigo.

Se somos sinceros demais, não gostam da gente. Se de menos, também não gostam. Querem que sejamos o equilíbrio perfeito de tudo o que há de mais equilibrado nessa vida. Ter essa opinião generalizada é tendencioso; logo, sou uma pessoa desequilibrada. Então não gostam de mim. Fazer o quê? Só há duas alternativas: seja quem você é sem-se-importar-com-o-que-pensam-tô-nem-aí, ou então sirva de molde para ser ser-humano perfeito e pode-se (de podar) a cada crítica. As opções tão aí, 50% de chance de dar certo. A não ser que não haja alternativa correta, e nesse caso o que acontece é a anulação. Linguagem técnica de concursos à parte, a metáfora convém, sim. Se não agradamos às pessoas de nenhuma forma, passamos à autoanulação (sem hífen - pra não perder a piada da moda, a la réforme).
Mas de que importa sentir-se bem consigo? Lá dentro a gente dá um jeitinho brasileiro, o que importa é posar de modelo de vivente, assim seremos aceitos por nossos semelhantes perfeitos, pois eles, ah, eles não erram!

samedi, janvier 31, 2009

Magra, infeliz e... morta.

Verão. Tempo de exibir o que mais orgulha a alguns: o corpo. O problema é que está cada vez mais difícil de ver alguém com esse orgulho: o maldito está sempre engordando! Nem filhos recebem castigos tão penosos de seus pais como os corpos recebem de seus donos. Sejam esses donos pais (ou mães) ou não, são capazes de passar dias sem almoçar - e aí já se pressupõe também "sem jantar" - para acompanhar o emagrecimento agudo de suas carcaçasDIGO, de seus sarados corpos. Tipo esquisito, não? Talvez alguma espécie de alienígena mais obscura do que a do simpático E.T. Eis que, ainda adolescente ou mesmo no início da vida adulta, um ser humano consegue, não comendo, no mínimo bulimia ou anorexia. No máximo, morte. Entre 40 e 50 anos, esse mesmo ser humano já não tem o mesmo metabolismo e pode passar a engordar com mais facilidade, isso é fato. Também já não tem o mesmo sistema imunológico, entretanto, e pode passar a morrer com mais facilidade, caso não ingira alimentos.

Dizem que comer é muito bom. Causa mais felicidade, também.
Experimente! Sua vida agradece.

mercredi, janvier 21, 2009

Olhou-se no espelho e não reconheceu a mesma pessoa de minutos atrás. Não havia motivo para isso, necessariamente, mas ainda assim estranhou. Já faz tempo que tem idéias a seguir e verdades a contrariar, mas as forças opostas insistem em achar que sempre vencem e então a tal pessoa (a de fora do espelho) acaba voltando para lá, no chamado "banco dos réus" - se lhe permitem o drama (que na verdade bem ilustra, apesar de exagerado).



Nada mais.

mercredi, janvier 14, 2009

(Chega de?) saudade

Hoje senti falta deles. "Falta"? Que falta, falta. No entanto, não sei se eu deveria sentir que falta alguma coisa. Primeiro a gente torce por separações, depois se pega em momentos gays, sentindo um não-sei-quê de nostalgia - ou de tristeza, mesmo, que nostalgia é pra ser algo bom. Acho.
Será a música, cada vez mais presente, que gera esse clima melancólico? Bom, santa ela não é. Mas é coisa pouca pra ser o motivo.
Será o maldito líquido espesso e amarelado, também muito presente, o crucificado da vez? Ele sempre é, mas poupemo-lo (dessa vez).

Descoberta tardia: o culpado da tal saudade foi um simples caderninho de anotações - telefônicas ou não -, cotidiano tão perdido no tempo que até dificulta qualquer rememorar, mas que entristece, mesmo assim.

mercredi, janvier 07, 2009

Por trás da máscara

O poeta é um engenheiro - de obras feitas. Se aproveita do que é óbvio para construir, em meio a versos chantagistas, um mundo de verdades aparentemente novas. O que está claro, entretanto, é que todo mundo já cansou de ser ameaçado com os sentimentos desse "engenheiro de versos". Por que reclamas de barriga cheia, inspirador dos céus? Já não bastam as lágrimas (já) derramadas junto aos escombros de estrofes mal construídas, engenheiro das alturas? O que já está ali, pronto, não é mais novidade. Nada de sair colocando nome no que já tem (ou nem precisa de) dono. Ah, está faltando graça, entendo. Outra perspectiva? Algum adorno? Poeta, meu poeta, engenheiro dos (próprios) sonhos, também ousas ser arquiteto?

mercredi, décembre 17, 2008

À flor da pele



O que será?

mercredi, décembre 10, 2008

Mais letra de música

Valsinha

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar
E então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E, cheios de ternura e graça, foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz

mardi, décembre 09, 2008

Postar letras de música

A gente só entende quando tem vontade. Mas é inútil pra quem lê.
Assim mesmo, postarei.

Medo de amar

Vire essa folha do livro e se esqueça de mim
Finja que o amor acabou e se esqueça de mim
Você não compreendeu que o ciúme é um mal de raiz
E que ter medo de amar não faz ninguém feliz

Agora vá sua vida como você quer
Porém, não se surpreenda se uma outra mulher
Nascer de mim, como do deserto uma flor
E compreender que o ciúme é o perfume do amor

dimanche, décembre 07, 2008

O relógio biológico & o curso de Letras

Sábado, 0h07:

- Bah, que sonZZZZ...


Domingo, 8h57:

- Acordei cedo. O jeito é ler Mattoso Câmara Júnior & os vocábulos formais...

samedi, novembre 29, 2008

Táticas

Tentei não respirar, que era pro coração bater bem forte. Há algum tempo venho notando que é assim que acontece, então posso usar esse artifício contra ou a meu favor. Legal, né? Dá certa sensação de autonomia. A verdade é que descobri isso da pior forma, mas agora estou vendo o lado bom da coisa... ele sempre vem! Embora demore. Também aconteceu de meus olhos se nublarem, o que já havia ocorrido em alguns piores momentos da vida. Agora, entretanto, foi diferente: era quase descrença, de tão bom o motivo. Estaria sonhando?
Ah! Lembrei, agora! Também joguei a cadeira pra trás e coloquei as mãos no rosto, feito aquela vez. Eu não acreditava. Mas agora o motivo é outro. Agora é bom.

, agora canção

Conclusão utópica

Dizia que não lhe gostava
Talvez tática tímida
de quem sempre atormentava,
a ser um sonho da vítima.

samedi, octobre 04, 2008

A gota d'água

Enviado ao Correio do Povo

O atendimento telefônico do 190, da Brigada Militar, é simplesmente deplorável. Talvez haja exceções de vários funcionários, mas fui muito mal atendida por duas mulheres, que, simultaneamente, tentaram encerrar logo a ligação, sem responder à minha última pergunta, desligando o telefone na minha cara. Mesmo que não se tratasse de uma emergência, no sentido global da palavra, senti necessidade de ser amparada por alguma autoridade, já que o caso era de um estabelecimento com música absurdamente alta. Isso é profissionalismo? Há enorme descaso com a população, que não pode resolver sozinha todos os seus problemas, graves ou nem tanto, de ordem pública. Visto que a prefeitura também não faz nada, nesses casos, a quem recorrer, se estamos desamparados também pela Brigada Militar?

dimanche, septembre 14, 2008

Enganando momentos

Pensava que todos entenderiam suas piadas, não é que fosse estúpida ou inconveniente. Por que diabos os outros já saíam jogando pedras, se quem falhou em não compreender foram eles? Passou a pedir demasiados perdões, após certo tempo. Na dúvida, se desculpava: "é que já protagonizei maus bocados por culpa de minhas piadas ditas infames, então...", e fazia aquela cara de fazer-o-quê.
Já sentia certa amargura no espírito, pois não era mais a mesma - e a mesma, aliás, agradava-lhe bem mais. Envelhecia mais de esperança do que de pele. Porém, as idéias estavam lá, firmes. Mais formadas, talvez, do que seu corpo, que já não era mais o mesmo, também. Nada mais era a mesma coisa, e isso lhe causava certo misto de prazer em fugir da rotina com saudades de sentir-se menos confusa e mais ignorante - aquela ignorância boa, de quando viver parecia mais simples. Vontade de fugir ao passado ou ao futuro? A verdade é que o presente jamais a satisfaria por completo... quem sabe no futuro?
Outrora, buscava a felicidade em acontecimentos grandiosos que mudassem para sempre a sua vida, mas frustrou-se. Vem se frustrando, aliás, porque as ilusões - por serem passageiras - nada mais fazem do que isso: passar. E ficam passando, sem parar, cumprindo com uma obrigação melancólica, sequer desconfiando de que deveriam ir passear, em vez de ficarem ali, esclarecendo vida alheia. E quanto mais buscou (a felicidade), mais afastou (a felicidade). Não procurou tristezas... Por que raios elas apareceram?
Experimentou, então, desistir da longínqua felicidade plena e viver cada momento como se fosse o último. Mas o problema já veio na raiz: só era feliz durante esses momentos. E depois? Mais momentos. Certo, mas... e nos intervalos? Pausa para o lanche? Não sentia mais o gosto de nada, e já sentia-se bem alimentada de eternos meros momentos. O show tem que continuar, pensava - não há tempo para gulodices.
Mas nesse momento, enquanto criava estômago para seguir em frente, deu-se conta de que intervalos são muito comerciais. Não quis mais parar seu espetáculo toda hora e à toa, já que concluiu - sozinha - que não tinha nada de interessante pra fazer nesse meio tempo. E os intervalos só não foram mais comerciais porque não foram convincentes: descobriu que, emendando um momento no outro (se os costurasse bem nos intervalos), faria-os deixarem de ser momentos. Claro que não digeriu a idéia de primeira, mas foi pensando nisso, enquanto descia do palco imaginário que (não) criou e enquanto tirava a maquiagem que não cobria tanto os seus olhos que não pudesse enxergar o caminho de volta. De repente, fez uma piada para si mesma, e não a entendeu. Mas não pediu desculpas, apenas riu. Depois reparou, por acaso, que se sentia bem naquele momento. Era um momento de felicidade.

vendredi, juillet 25, 2008

É "cada um no seu quadrado", né?

De tempos em tempos, a tal vida prega peças. A vida, essa, que deve ser vivida intensamente - dizem os que não fazem isso. Todos têm o belo discurso chavão: o que realmente importa são as coisas simples da vida. E como o ser humano é um tipo engraçado, muitas falam isso na sala de espera da clínica, esperando para enfiar silicone: tanto nos peitos quanto na boca, à Jolie. (Tenho uma nova sugestão de onde enfiá-lo, mas acho que minha idéia não será bem aceita).
"Eu vivo um dia de cada vez, como se cada um deles fosse o último", diz o mega-fucker-empresário-pai-ausente, que dá todo seu suor pelo pão-nosso-de-cada-dia (seja o alimento da marca Peugeot, seja da Ford) de sua modesta família.

Aonde chegar com essas ironias? Em primeiro lugar, devo salientar que eu, nessa vida, me divirto. Sério. Depois de rir das piadas de muito mau gosto que a vida (estou precisando de sinônimos) faz, passo - finalmente - a refletir, com todo aquele ar grave de coisa importante. Diferente da maioria das pessoas, não sou PhD em viver. O que posso, portanto, é ensaiar meus passos, a partir do que me agrada, desde que não morra por alguma utopia. Equilíbrio? Busca eterna. Por isso mesmo, acho que dá para ser tão feliz errando e acertando sem parar, que chegamos até a ser egoístas com a Dona V. (achei!), pensando o contrário.

Se condeno futilidades? Claro que não. Que seja muito feliz quem as cultiva. O fato é que esse tipinho não deve se meter na possível felicidade dos outros! Pode parecer orgulho estúpido, mas cada um sabe o que é melhor para si. Por isso que dou a maior força, possível leitor, caso estejas pensando em trocar o carro de um ano atrás. Isso mesmo, faça-o! E me inclua fora dessa, beijostchau. Como seria ousadia demasiada afirmar que eu sei qual decisão é melhor para mim, mas que as outras pessoas não sabem o que é melhor para elas, respeito quem tem caprichos um pouco além do necessário - eu disse que respeito, não disse que não debocho -, afinal, são vítimas da sociedade de consumo, pobrezinhas.

Toda essa embromação quer dizer o seguinte: pensai antes de dar "conselhos", pois podeis estar falando merdas. Quem julga o que é merda e o que não é? Simples: não me peça para pensar em minha estabilidade financeira aos 22 anos. Vou recusar quantos empregos eu quiser, porque sempre agirei com motivos relevantes. E antes que se fale em necessidades, inúmeras delas são ilusões que nós criamos (ou não). Diferente do que dizem os publicitários, ofendidos...

... É por isso que faço Letras, e não vou largar.


vendredi, juillet 18, 2008

...

Maldito Byron.

lundi, juillet 07, 2008

Poema fujão

- Oi, tu não viu um poema passando por aqui?
Ele não tinha cor nem cheiro
E desconfio até que ainda nem era bem um poema,
pois veio à cabeça no pior momento,
quando não havia papel, caneta ou letra
sequer ânimo para o dar à luz,
e sumiu, em questão de segundos.

É um poema magro, de estatura mediana
Que nem sabe direito o seu papel no mundo
mas quer muito fazer a sua parte...

- Passou voando há pouco. Pra mim, estava fazendo arte...


Pronto, objetivo atingido: o poema está foragido.


mardi, juin 03, 2008

Bastidores

Às vezes me faço de Deus
e espreito o mundo de cima
o dia-a-dia sem cortes.

Meros mortais!
que nem imaginam ser todos iguais
a moça com suas fantasias,
e sonha com ela o rapaz

no meio da amarga rotina
se perdem pensando um no outro
fingindo que não é assim
ninguém vai saber, afinal!

que tal?
um jogo que não sei jogar
mas acho que não saio mal.
e o rapaz?

ninguém vai saber, afinal.

mercredi, mai 14, 2008

Felicidade eterna: por tempo determinado.

Era sem graça, sem graça demais
dela nada sabia,
exceto que era igual a todas
aparentando o clássico Reino dos Comuns
E comuns cansam!
E comuns atraem-se.
Que sejam felizes, portanto, mas não para sempre,
que comuns são muito passageiros - temporários.

O tempo só passa para os comuns.
Quero a eternidade!