lundi, février 08, 2010

Te decepciono? Que bom, que bom. É maravilhoso saber que, acima de qualquer crítica não solicitada, está a verdade, a transparência: a minha consciência. Só tolos não decepcionam a ninguém. Falta-lhes coragem de ser insuportáveis, desprezíveis e tudo de mais nojento que possa existir.
Ser agradável é barbada. Assim, até eu me daria bem, escondendo na boca todas as palavras, nos olhos, todas as expressões e, nos gestos, todas as atitudes. As não-atitudes. Se for para não-viver, não tem graça.

Não te decepciono? Começo a me preocupar...

mercredi, janvier 13, 2010

Qué voy a hacer?

... je ne sais pas.

jeudi, janvier 07, 2010

Sem objetivo algum

Não sabia muito bem o que isto queria dizer, mas se tinha algo de que tinha certeza era de que nunca fora tão feliz quanto dantes. Naquela época... em que todos os sentimentos bons pareciam se bastar para sempre. Com toda a certeza tal conclusão, de maneira alguma, queria dizer que hoje estava pior e que "quem dera o tempo voltasse". Não, né. Mas precisava relembrar da alegria otária de outrora. Se sentia inteligente e com maturidade suficiente para qualquer coisa que viesse: viesse o que viesse. Só que hoje não importa nada mais disso, e sim que, venha o que venha, considera bem difícil a hipótese de sentir-se tão feliz outra vez. Repete: não poderia estar melhor, atualmente. De acordo com as condições presentes, era brilhante o momento. No entanto, como foi naquele tempo, não haveria igual. Não sabia por quê. Mas não tem como. Não tem.


E era isso. 

lundi, décembre 28, 2009

Ela se foi

Escapou por entre meus dedos.
Quanto mais segurei,
mais se esvaiu nosso laço.
Pensei que a ouviria depois,
mas ela não pôde esperar
Tem pressa para visitar
um outro qualquer por aí
Perdoe, leitor, mas perdi
o que antes deveras sentia:

adeus, inspiração.

lundi, décembre 14, 2009

Garçom do bar Pinguim agrediu meu amigo porque nos negamos a pagar os 10% OPCIONAIS

Para todos que frequentam a Cidade Baixa, em Porto Alegre - RS e, mais especificamente, o bar Pinguim, na Rua General Lima e Silva, 505 (telefone 3221-3361), esquina com a Rua da República:

Ontem de madrugada, quando eu e meu amigo fomos ao caixa pagar, dissemos o valor da conta para o garçom que a fechou fora do caixa. Ele disse outro valor maior e eu insisti no valor certo. Descaradamente, ele começou a tentar nos constranger, como se não existisse uma lei legitimando a não obrigatoriedade do pagamento dos 10% (que paguem direito seus funcionários, não? Eu é que infelizmente não posso pagá-los).

Disse mais: "então não venham mais aqui". Diante de tamanho absurdo, me dei ao direito pelo menos de chamá-lo de "infeliz". Nisso, terminávamos de pagar (apenas o que consumimos) e DO NADA veio um soco, de outro garçom, na cara do meu amigo. Mal pude entender que não era o mesmo que nos atendia, na hora, porque vi de relance.

Enfim, na mesma hora o agressor fugiu para dentro do balcão, conforme meu amigo. Acabei não vendo isso porque nesse momento fui ligar para o 190.

Enfim, o resto já não importa tanto, mas creio que todos devam saber o que acontece na nossa cidade e que poderia ter acontecido com qualquer um. Se é culpa do bar? No momento do soco, o indivíduo ainda era funcionário do bar. Depois, já não sei. Dizem que não. Ou seja, se ele sumir, o bar tem que responder. E, pelo visto, o critério de escolha de funcionários está péssimo por lá. Ou seja, tomem cuidado.

Por favor, divulguem o caso entre amigos e conhecidos. A qualquer momento, isso pode acontecer de novo com qualquer cliente do bar, como já comecei a descobrir que aconteceu com várias outras pessoas.


Obrigada,

Melissa.

13/12/2009

vendredi, décembre 11, 2009

Visita virtual não-correspondida

Vi teu perfil
tu não retribuiu

Eu sei que tu me viu
no meio-fio
mas é que tu fingiu
que não me viu
porque me olhar é vil
Porém sentiu
que o olhar atingiu
E eu, encantos mil,
vi teu perfil.


...tu não retribuiu.


Ei, psiu! Vá pra ponte que rachou.


lundi, novembre 30, 2009

Paradoxus ad infinitum

cansei. cansando, desisto. desistindo, aprendo. aprendendo, não erro mais. não errando mais, vou fazer o que, depois?

jeudi, novembre 26, 2009

Pesadelar

Tive um pesadelo quando acordei
porque sonhei que tudo era lindo
e, quando acordo, vejo que sonhei
Até quando serás só isso?
Até quando, fruto de meus pesadelos?

mercredi, novembre 25, 2009

O tempo vai fazer com que eu esqueça

”Se me fosse dada, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas... Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo... E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo. Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz. A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.” 


Mário Quintana

mercredi, novembre 18, 2009

Depois

Após a despedida, baixou a cabeça para enxergar os degraus da escada que desceria - caso contrário, veria por fora dos óculos - e, por muito tempo, não levantou-a mais. Aproveitando o momento, começou a refletir sobre o que via para baixo, como seus tênis, a areia no chão do coletivo... Mas, no meio do caminho, havia pernas. Dando-se conta de que eram suas, tentou fingir que elas lhe dariam sustentação para seguir em frente. Mas não acreditou. Ora bolas, quem não tem pernas? Quem não anda? Seguir em frente é outra coisa!

Se, no entanto, vocês não entenderem a metáfora, considerem que não levantou mais do banco naquele dia. 

Antes

M'ias unhas, espelhos
Só nelas te vejo
quando o amanhã
espero, e do dedo
as ganas por ti
depredam a pele
pensando te ver
e por te querer
confundem fina flor
com a flor da pele

samedi, octobre 31, 2009

Você corre o mundo tentando chegar

Não é legal a impressão de que certo alguém não existe mais. De que o teu próprio passado te parece hoje virtual. As emoções de hoje não são melhores só porque são as de hoje... Tudo foi importante. Tudo. Principalmente a parte ruim.

mardi, octobre 27, 2009

Outoneceu a primavera

Certo dia, me pediram que escrevesse sobre o outono. Sem, de maneira alguma, alegar que não se tratava de um assunto inspirador, respondi que, naquele momento, outros devaneios permeavam minha mente e tinham, para mim, consideravelmente mais relevância do que a linda estação das flores no chão. Felizmente, o tempo passa. Um outono passou, muitas novas ruas passaram, e aqui estou eu, escrevendo sobre o outono, ou, por que não dizer "escrevendo sobre não escrever sobre o outono"?
Ao mudar de ideia em relação a fontes de inspiração para escrever, concluo, entretanto, que sequer há palavra a ser dita sobre uma cena como esta:
























No outono que vem, quem sabe, eu escrevo sobre O Outono...

mercredi, octobre 21, 2009

Ipê Roxo

... que de roxo nada tem

samedi, octobre 17, 2009

Receita de como aguentar a saudade de um amigo

Prepare o coração para os próximos 2 anos. Separe a noção de tempo da distância e reserve. Despeje as lembranças boas sem o esquecimento. A seguir, finja que o amigo está sempre por perto, já que é possível encontrá-lo todos os dias na internet e visto que telefonemas, de lá para cá, são muito baratos. Não esqueça de disfarçar a falta dele na frente dos outros: as pessoas têm complexo de psicólogas e nunca deixarão de querer te confortar, citando o lado bom de ele ter ido para tão longe. Acrescente, enfim, a noção de tempo que estava reservada e saiba que, embora o tempo passe, no início não há dor que diminua diante do amor e dos momentos tão bons que esse amigo em carne e osso proporcionou. Aliás, acrescente o amor, também. Caso contrário, a distância (que também estava reservada, em outro pote) pode fazer essa amizade abatumar, e aí, amiga confeiteira, não há fermento que a faça crescer novamente!

vendredi, octobre 09, 2009

Do não-conformismo

Não se conformava com nada. Se chovia, reclamava de ter que levar o guarda-chuva; porém, se fazia sol, dizia que a exposição demasiada a ele poderia causar danos à pele, mesmo não sendo, assim, tão branquinho - aliás, também não lhe agradava seu tom de pele.
E numa dessas, passou a reclamar também de falta de atenção, de modo que não aceitava o fato de a mocinha da locadora não convidá-lo para sair. Claro: também não se conformava em ter que tomar iniciativas. Ela que o convidasse, se assim quisesse. Sendo assim, acabava cada vez se relacionando menos com as pessoas. Não era justo que não fosse interessante aos olhos dos outros! O que há de errado com eles? E com elas? É tão difícil assim entender um olhar? Meia palavra já não basta mais? Na verdade, acreditava que palavras em dobro só piorariam tudo, embora fosse um tanto falante. Que tática nova adotar...? Como proceder? - eram as tormentas (cada vez mais) diárias que habitavam a cabeça desse pobre vivente.

Quando já não adianta mais mudar o caminho de volta a casa ou pegar um ônibus diferente, em horário diferente, com humor diferente, esse ser-humano se pergunta: será que não existe mais nenhuma forma de mudar esse destino de um ninguém tão fadado ao nada?

vendredi, octobre 02, 2009

Pequenas Coisas Boas

O homem que vem e assobia,
Rua da Praia, nascendo o dia
faça chuva ou faça sol,
assobia em RÉ, em SOL

As ruas são sujas de dia
E, ainda assim, ele assobia.
São sujas, também, de noite
e ele alegra um monte
os passantes, é como um "bom-dia!"

Do rosto amassado e cansado
com que acorda o cidadão
Brota um sorriso encantado,
surpreso com o canto em vão.

Mas em vão não há de ser
enquanto ele não quiser
Pois sabe como fazer
pr'alegrar a um qualquer.

Basta engatar a marcha
dos lábios, que sabem o proceder.

Essa manhã, meu bom senhor,
a Rua da Praia esteve menos vazia.


25/05/2009

samedi, septembre 26, 2009

Da vagareza

Tartarugas são conhecidas por caminharem lentamente. Aos seres-humanos, a lerdeza não é necessariamente uma característica inerente. A verdade é que muitos tartarugas seguem por aí fazendo corpo-mole, a fim de se convencerem de que realmente são nada mais do que isto: tartarugas. Uns mais, outros menos. Mas sempre tartarugas. "Devagar e sempre", como dizia o outro. A pressa é inimiga da relação?

jeudi, septembre 17, 2009

Eu mandava, eu mandava ladrilhar

Nessa rua não há,
que eu não tenha pisado,
uma lajota só.
Que eu não tenha voado,
nem um pedaço de ar.

Se pode haver sentimento
que eu não tenha sentido
entre os concretos da rua...?


Nos paralelepípedos dessa quadra,
ainda sou toda saudade.

mardi, août 04, 2009

Nota

Este é um blog. Como todos, se dá o direito de ser fictício quando for, não-fictício quando não for. Também se dá o direito de não ser, assim, tão específico. Portanto, seja bem-vindo e boa leitura!